Bicicleta elétrica precisa de CNH?
Os quatro requisitos da Resolução CONTRAN 996/2023 e a regra do acelerador, que reclassificou sete dos dez modelos deste ranking.
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Pegamos os 10 produtos mais relevantes vendidos como bicicleta elétrica no Brasil, fomos atrás da ficha técnica de cada fabricante e calculamos a autonomia real de todos. No meio do caminho, apareceu uma descoberta que muda o artigo inteiro.
Só 3 dos 10 são bicicleta elétrica. Os outros 7 têm acelerador, e acelerador tira o produto da definição legal de bicicleta. Não é detalhe burocrático: muda se você precisa de placa, capacete e habilitação. Um deles é da Caloi, e quem diz que tem acelerador é a ficha oficial da própria Caloi.
Por isso o ranking está dividido em duas listas. Primeiro as que a lei trata como bicicleta, depois as que o anúncio chama de bicicleta e a norma não. Cada card diz em que grupo o produto está e o que isso significa para você. Se quiser entender a regra antes, leia o que a lei exige de uma bike elétrica hoje, e para a parte da bateria, como calcular a autonomia real.
Tem uma recomendação para cada orçamento. Clique na sua faixa e vá direto para o card completo, com ficha, prós e contras.
Se o que importa é continuar sendo bicicleta aos olhos da lei, só três das dez são, e a mais barata delas é a Atrio Miami Aro 26. As outras sete têm acelerador ou andam sem pedalada, e a segunda lista explica o que muda em cada uma.
Preços consultados em 14/08/2026 e sujeitos a alteração.
| Modelo | Nota | Bateria | Autonomia real | Peso | É bicicleta? |
|---|---|---|---|---|---|
| Oggi Big Wheel 8.2 | 8,6 | 504 Wh | 42 a 63 km | 20,7 kg | Sim |
| Atrio Miami Aro 26 | 5,8 | 281 Wh | 23 a 35 km | 18 kg | Sim |
| Biobike Urbana Aro 20 | 4,2 | 432 Wh de chumbo | 18 a 27 km | 42 kg | Sim |
| Oggi Streetgo S12 | 7,6 | 720 Wh | 20 a 60 km | 32 kg | Não |
| Caloi E-Vibe Rush | 6,9 | 176 Wh | 15 a 22 km | 18,6 kg | Não |
| Engwe M1 | 6,8 | 749 Wh | 62 a 94 km | 39,5 kg | Não |
| Honeywhale B20 | 6,3 | 281 Wh | 23 a 35 km | 21,3 kg | Não |
| Engwe Dobrável 1000 W | 6,0 | Não informado | Não calculável | Não informado | Não |
| Importway Way IWMV003BR | 5,2 | 576 Wh de chumbo | 24 a 36 km | Não informado | Não |
| Duos E-Maxx 800 W | 4,7 | 720 Wh de chumbo | 25 a 30 km | Não informado | Não |
Arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.
Repare na coluna de autonomia. Nenhum destes números veio do anúncio: todos saíram da conta de watt-hora, e vários ficaram bem abaixo do que a caixa promete.
Cada modelo recebeu nota de 0 a 10 em oito critérios de peso igual: motor e desempenho, bateria e autonomia, freios e segurança, quadro e suspensão, transmissão e painel, conforto e uso diário, custo-benefício, e garantia e assistência. A nota final é a média simples. Os oito critérios estão publicados com o detalhe de cada um, para você conferir se concorda com a régua antes de confiar no ranking.
Toda ficha técnica veio da fonte do fabricante, não do anúncio. Isso importa porque anúncio de marketplace erra e exagera: quando o número do vendedor divergiu do número do fabricante, publicamos a divergência no card em vez de escolher o mais bonito. O enquadramento legal saiu do texto oficial da Resolução CONTRAN nº 996/2023, conferido no site do Ministério dos Transportes em 14 de agosto de 2026.
Pela Resolução CONTRAN 996/2023, Art. 2º, inciso III, bicicleta elétrica é a que tem motor de até 1000 W, funciona só quando você pedala, não tem acelerador e vai no máximo a 32 km/h. Cumpriu os quatro, você sai andando sem registro, placa ou habilitação. Falhou em um, saiu da categoria de bicicleta, e aí o produto vai parar em uma de outras duas: autopropelido, que também dispensa placa, ou ciclomotor, que exige tudo. Quem decide entre as duas é o tamanho, e a conta está no guia das três categorias.
O requisito que mais reprova é o terceiro, e é o que ninguém publica. Aquele limite de 350 W e 25 km/h que você já viu em outro site é a regra anterior, revogada nesse ponto.
Some a ida e a volta, acrescente 30% de margem e procure uma bike cujo piso da faixa realista cubra esse total. A conta é Wh = V × Ah, e depois divida por 12 para o piso e por 8 para o teto. Um trajeto de 12 km só de ida pede uma bateria a partir de 380 Wh. Isso já elimina metade deste ranking.
É o contra que ninguém escreve e todo mundo descobre depois. As bikes deste ranking vão de 18 kg a 42 kg. Se você mora em prédio sem elevador, ou precisa pôr a bike no porta-malas, esse número decide a compra sozinho, antes de qualquer conversa sobre motor.
Estas passam nos quatro requisitos. Você compra, monta e sai pedalando: sem registro, sem placa, sem habilitação, e com direito a circular em ciclovia.
As outras sete não são bicicleta pela norma, e isso não quer dizer que todas sejam ciclomotor: existe uma categoria do meio, o autopropelido, que também dispensa registro e placa. As três caixas estão lado a lado no guia bicicleta elétrica, autopropelido ou ciclomotor.
Motor: central Oggi T110, 250 W, 110 Nm Bateria: 504 Wh Peso: 20,7 kg
Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.
É a única do ranking com ficha de bicicleta de verdade em todos os pontos, e é a única que não precisa de ressalva no enquadramento legal. O motor é central, e isso é a diferença técnica mais relevante do artigo: motor central fica no movimento central, empurra a corrente em vez da roda, e usa as marchas a seu favor na subida. Com 110 Nm de torque, ela sobe o que a maioria daqui não sobe. Os 250 W nominais ficam com folga dentro do limite legal, e quem entrega o desempenho é o torque, não o watt.
A bateria de 504 Wh usa célula LG ou Samsung, informação que quase nenhum concorrente publica e que separa bateria séria de bateria genérica. O resto do equipamento acompanha: freio hidráulico Shimano Deore M4100 com discos de 180 mm, suspensão Suntour XCR Air de 120 mm com trava remota, câmbio Shimano CUES de 10 velocidades com cassete 11-48D e pneus Kenda Booster SCT Kevlar 29 × 2.40. É uma mountain bike elétrica de verdade, não uma bike urbana com motor.
| Motor | Oggi T110, central, 250 W, 110 Nm |
|---|---|
| Bateria | 36 V · 14 Ah · 504 Wh, célula LG ou Samsung |
| Autonomia | realista 42 a 63 km em uso urbano com assistência média |
| Freios | Hidráulico Shimano Deore M4100, discos de 180 mm |
| Suspensão | Suntour XCR Air Tapered, 120 mm, com trava remota |
| Transmissão | Shimano CUES U6000, 10 velocidades, cassete LG300 11-48D |
| Rodas | Aro 29 Boost, cubos Shimano TC500, aros Alex Rims parede dupla, raios de inox, pneu Kenda Booster SCT Kevlar 29 × 2.40 |
| Painel | TFT de 1,14" com 5 níveis de assistência |
| Peso | 20,7 kg |
| Garantia | quadro 2 anos · motor e bateria 12 meses · Shimano e suspensão 12 meses · demais componentes 3 meses |
Indicada para: quem tem orçamento, encara ladeira ou terra no caminho e quer uma bike que ainda vai estar boa daqui a cinco anos.
Abrimos a ficha oficial da Oggi peça por peça no review completo da Oggi Big Wheel 8.2, onde está também a armadilha do nome: a 8.0 custa menos da metade e é vendida pela própria Oggi com acelerador.
Motor: 350 W no cubo Bateria: 281 Wh Peso: 18 kg
Não encontrada na Amazon na última consulta (14/08/2026). Lá existe só o quadro avulso da Atrio, não a bike montada.
Ocupa a faixa de entrada, que é onde a maioria das pessoas realmente compra, e faz o básico certo: pedal assistido de verdade, sem acelerador, 25 km/h, quadro rebaixado que facilita subir e descer, 18 kg e bateria removível com chave. Para trajeto curto e plano, ela resolve.
Mas tem duas coisas que precisam ser ditas com todas as letras. A primeira é o freio: V-brake em bicicleta elétrica é pouco. Bike elétrica é mais pesada e anda mais rápido que a comum, e freio de sapata em piso molhado perde muito. É o item que mais pesou contra na nota.
A segunda é a autonomia anunciada. O produto é vendido com promessa de 90 km. A bateria tem cerca de 281 Wh. Para fazer 90 km com 281 Wh, a bike precisaria gastar 3,1 Wh por quilômetro, menos da metade do piso do consumo urbano. Aquele número não acontece. A autonomia real dela é de 23 a 35 km, e é assim que você deve dimensionar a compra. Se quiser conferir a conta, ela está explicada aqui, passo a passo.
| Motor | 350 W no cubo, pedal assistido, sem acelerador |
|---|---|
| Bateria | 36 V · 7,5 a 7,8 Ah · 270 a 281 Wh, removível com chave |
| Autonomia | declarada 90 km · realista 23 a 35 km |
| Velocidade | 25 km/h |
| Freios | V-brake na frente e atrás |
| Transmissão | Shimano 6 velocidades |
| Quadro | Aro 26, parede dupla, quadro rebaixado retrô |
| Peso | 18 kg |
| Garantia | Não informado pelo fabricante na fonte consultada |
Indicada para: trajeto curto e plano, até cerca de 10 km só de ida, de quem quer gastar o mínimo e não abre mão de continuar sendo bicicleta aos olhos da lei.
Motor: 350 W Bateria: 432 Wh de chumbo Peso: 42 kg
Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.
Ela entra na lista porque é bicicleta pela norma: pedal assistido com limitador, sem acelerador, 25 km/h. E porque é a mais completa de série do ranking inteiro. Vem com cesto, bagageiro, encosto, paralama, farol e lanterna de LED, buzina, cavalete e trava de roda. Quem quer sair pedalando sem comprar mais nada encontra isso aqui e em nenhuma outra.
O problema é o resto da ficha, e ele é grande. A bateria é de chumbo: são 432 Wh no papel, mas chumbo não pode ser descarregado por completo sem encurtar muito a vida útil, então trate como se fossem uns 216 Wh úteis, o que dá de 18 a 27 km. Só a bateria pesa 14 kg, e a bike inteira chega a 42 kg, o dobro de uma elétrica comum. Os freios são a tambor, dianteiro e traseiro.
E há o item que mais pesa contra: a garantia é de 4 meses em motor, bateria e conversor. É a menor de todo o ranking, e justamente nas peças caras de trocar.
| Motor | 350 W, pedal assistido (PAS) com limitador, sem acelerador |
|---|---|
| Bateria | 36 V · 12 Ah · 432 Wh de chumbo, removível. A bateria sozinha pesa 14 kg |
| Autonomia | declarada até 35 km · realista 18 a 27 km, já descontando o que o chumbo não entrega |
| Velocidade | 25 km/h |
| Freios | Tambor na frente e atrás |
| Quadro | Aço carbono, aro 20, pneu 2.125, suspensão dianteira e central |
| Peso | 42 kg com bateria · carga máxima 120 kg |
| Vem com | Cesto, bagageiro, encosto, paralama, farol e lanterna de LED, buzina, cavalete, trava de roda |
| Garantia | quadro e garfo 12 meses · motor, bateria e conversor 4 meses |
Indicada para: quem faz trajeto curto e plano, guarda a bike no térreo e quer tudo pronto na entrega, sem comprar acessório nenhum depois.
Todas as sete abaixo têm acelerador, ou funcionam sem pedalada, ou são vendidas em outra categoria. Pela Resolução CONTRAN 996/2023 elas são ciclomotores, e isso significa registro, licenciamento, placa, capacete e habilitação, além de não poderem circular em ciclovia.
Elas continuam aqui, e não escondidas, por um motivo simples: são produtos bons, várias delas melhores que as três de cima em ficha pura, e podem ser exatamente o que você precisa. O que não pode é você comprar sem saber. Se o vendedor disser "não precisa de CNH" sobre qualquer uma destas, ele está errado.
A decisão entre um grupo e outro merece uma conversa própria, porque ela não é só legal: muda autonomia, onde você pode circular e quanto custa manter o veículo. Comparamos os dois sistemas critério por critério em acelerador ou pedal assistido.
Motor: 750 W, 80 Nm Bateria: 720 Wh Peso: 32 kg
Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.
Tirando o enquadramento, é um produto muito bem resolvido, e ganha a segunda lista com folga. São 720 Wh de bateria com célula Samsung ou LG, freio hidráulico Shimano MT200 com rotor de 180 mm, câmbio Shimano Tourney de 7 velocidades e suspensão dianteira Double Crown. Fabricada no Brasil, com 12 meses de seguro incluso.
Tem um detalhe que merece elogio, porque é raro: a Oggi declara a autonomia como uma faixa de 20 a 60 km, dependendo do peso do ciclista e do terreno, em vez de estampar um número redondo. É mais conservador até do que a nossa própria conta daria, e faz sentido, porque um motor de 750 W consome bem mais por quilômetro. Fabricante que declara faixa está dizendo a verdade.
Uma correção pequena, mas que vale registrar: o produto se chama "S12 750WH" e a bateria é de 720 Wh. O 750 é a potência do motor, não a energia da bateria.
| Motor | 750 W no cubo traseiro, 80 Nm |
|---|---|
| Bateria | 48 V · 15 Ah · 720 Wh, célula Samsung ou LG. Recarga de 4 a 6 h |
| Autonomia | o fabricante declara 20 a 60 km, conforme peso e terreno |
| Velocidade | 32 km/h |
| Freios | Hidráulico Shimano MT200, rotor de 180 mm |
| Suspensão | Dianteira Double Crown, 40 mm de curso |
| Transmissão | Shimano Tourney, 7 velocidades |
| Painel | Ciclocomputador LCD com 5 níveis de assistência |
| Peso | 32 kg · altura recomendada de 1,65 m a 1,85 m |
| Garantia | 12 meses de seguro incluso. Rede Oggi no Brasil |
Indicada para: quem já entendeu que vai andar de ciclomotor, tem ou vai tirar habilitação, e quer o melhor conjunto de bateria e freio da faixa dos R$ 10.000.
Motor: Caloi C40, 250 W, 40 Nm Bateria: 176 Wh Peso: 18,6 kg
Não encontrada na Amazon na última consulta (14/08/2026).
Esta é a surpresa do ranking. A Caloi é a marca de bicicleta mais conhecida do país, a E-Vibe Rush é feita em Manaus, e a construção dela é boa de verdade: quadro de alumínio hidroformado 6061 com cabeamento interno, freio hidráulico Logan M500, aros VZan de parede dupla, pneus Goodyear com faixa refletiva e iluminação LED integrada no cabeçote e no canote. Com 18,6 kg ela é das mais leves do ranking, e isso vale muito para quem mora em prédio. Cuidado com o "17,4 kg" que circula em anúncio: esse é o peso sem a bateria, conforme a própria Caloi.
O problema é a bateria. São 176,4 Wh, a menor de todo o ranking, num produto de quase R$ 7.000. Pela conta de watt-hora, isso dá de 15 a 22 km reais. A Caloi declara 25 km, um pouco acima do teto da nossa conta, e o peso baixo explica parte dessa diferença, porque bike leve consome menos. Mesmo assim, é pouca autonomia: quem faz mais de 10 km só de ida vai carregar todo dia. A saída existe e está prevista de fábrica, que é instalar uma segunda bateria e dobrar o alcance, mas isso é custo à parte.
| Motor | Caloi C40, cubo traseiro, 36 V, 250 W, 40 Nm, com acelerador e sensor de cadência |
|---|---|
| Bateria | C176.4, 36 V · 4,9 Ah · 176,4 Wh, removível, com entrada USB-A. Aceita bateria extra |
| Autonomia | declarada 25 km · realista 15 a 22 km |
| Freios | Hidráulico Logan M500, rotores de 160 e 180 mm |
| Quadro | Alumínio hidroformado 6061, tapered, gancheira removível, cabeamento interno |
| Suspensão | Caloi HeadShock, 25 mm de curso |
| Transmissão | Shimano RD-TY300, 7 velocidades, cassete 14-34D |
| Rodas | Aro 700 VZan, alumínio parede dupla, 36 furos, pneu Goodyear refletivo até 42 mm |
| Peso | 18,6 kg no tamanho M, sem pedais (17,4 kg sem a bateria) · carga máxima 100 kg |
| Garantia | Quadro e garfo 5 anos · motor, bateria e display 2 anos · pintura e demais componentes 90 dias. Rede Caloi, a maior do Brasil. Fabricada em Manaus/AM |
Indicada para: trajeto curto de quem mora em prédio sem elevador e valoriza peso baixo e assistência de marca acima de autonomia.
Motor: 250 W, 65 Nm, sensor de torque Bateria: 749 Wh Peso: 39,5 kg
Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.
Tem a maior bateria do ranking: 749 Wh, que pela conta rendem de 62 a 94 km. O equipamento acompanha, com freio a disco hidráulico de 160 mm, suspensão dupla e pneus fat de 20 × 4.0, que engolem buraco de rua ruim sem reclamar. A versão europeia usa sensor de torque, que é bem mais agradável de pedalar que o sensor de cadência.
Agora a apuração que importa. O anúncio brasileiro vende "motor de 1000 W e autonomia de 170 km". Pela própria Engwe, os 170 km são da versão de bateria dupla, que soma 29 Ah. A versão de 15,6 Ah faz até 90 km segundo o fabricante, e de 62 a 94 km pela nossa conta. O anúncio juntou o motor de uma configuração com a autonomia de outra. Confirme com o vendedor quantas baterias vêm na caixa antes de fechar, porque é isso que decide se você leva 90 km ou 170 km.
| Motor | 250 W com sensor de torque, 65 Nm (versão certificada EN15194) |
|---|---|
| Bateria | 48 V · 15,6 Ah · 749 Wh. Versão de bateria dupla soma 29 Ah |
| Autonomia | fabricante declara até 90 km com bateria simples · realista 62 a 94 km |
| Freios | Disco hidráulico, rotor de 160 mm |
| Suspensão | Dupla, dianteira e traseira |
| Rodas | Pneu fat 20" × 4.0 |
| Peso | 39,5 kg com bateria simples, 43 kg com dupla |
| Garantia | Não informado pelo fabricante para o mercado brasileiro |
Indicada para: quem roda muito por dia, aceita a obrigação de ciclomotor e precisa de autonomia acima de 60 km sem parar para carregar.
Motor: 350 W nominal, 440 W de pico Bateria: 281 Wh Peso: 21,3 kg
Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.
É a mais barata do ranking e a única que dobra de verdade, o que faz dela a escolha natural de quem combina bike com metrô ou guarda a bike dentro de casa. Com rodas de 14 polegadas e 21,3 kg, ela cabe no porta-malas de qualquer carro. Tem freio a disco duplo, proteção IP54 e aguenta 120 kg, o que é bastante para o tamanho.
Duas observações de ficha, e uma delas é a favor do produto. A primeira: o anúncio vende "440W", que é a potência de pico. A nominal, que é a que a norma mede, é de 350 W. Ou seja, o produto é mais legal do que o próprio anúncio sugere. A segunda: o material de venda menciona atingir 32 km/h "após remover o limitador de velocidade". Não faça isso. O limitador é o que mantém o produto dentro do que a norma permite, e removê-lo é retirar de você mesmo a única defesa que existe numa fiscalização.
A bateria de 281 Wh rende de 23 a 35 km, e a marca declara 35 km, o teto exato da conta. Trate 25 km como o número realista do seu dia a dia.
| Motor | 350 W nominal, 440 W de pico |
|---|---|
| Bateria | 36 V · 7,8 Ah · 280,8 Wh de lítio. Recarga em até 6,5 h |
| Autonomia | declarada 35 km · realista 23 a 35 km |
| Velocidade | 3 modos: 15, 20 e 25 km/h |
| Freios | Disco duplo, dianteiro e traseiro |
| Quadro | Dobrável, aro 14. Dobrada mede 124 × 40 × 78 cm |
| Peso | 21,3 kg · carga máxima 120 kg · proteção IP54 |
| Garantia | Não informado pelo fabricante na fonte consultada. A marca tem loja própria no Brasil |
Indicada para: quem faz o último trecho depois do metrô, mora em apartamento pequeno e precisa guardar a bike dentro de casa.
Motor: 1000 W Bateria: não informada Peso: não informado
Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.
A proposta é boa e rara: potência de 1000 W num quadro dobrável de alumínio, com marchas Shimano de verdade e três modos de condução. Para quem precisa de força e de guardar a bike num espaço pequeno, é uma combinação que quase não existe no mercado brasileiro.
O que impede uma nota melhor é a falta de informação. O anúncio promete 120 km de autonomia, mas não publica a tensão nem a capacidade da bateria, e sem esses dois números não dá para calcular os watts-hora nem verificar se os 120 km fecham. Também não informa o peso, que num dobrável de 1000 W é justamente o dado que decide se ele serve para você. Enquanto o fabricante não publicar a ficha, trate a autonomia anunciada como estimativa de marketing, não como especificação.
| Motor | 1000 W, com modo 100% elétrico, assistido e manual |
|---|---|
| Bateria | Não informado pelo fabricante. Sem tensão e capacidade não há como calcular os Wh |
| Autonomia | declarada 120 km · não verificável sem a ficha da bateria |
| Freios | Não informado pelo fabricante na fonte consultada |
| Quadro | Dobrável, liga de alumínio |
| Transmissão | Marchas Shimano no modo manual |
| Iluminação | Farol dianteiro de LED e luz de freio traseira |
| Peso | Não informado pelo fabricante |
| Garantia | Não informado pelo fabricante para o mercado brasileiro |
Indicada para: quem precisa de potência e de dobrar a bike, e está disposto a confirmar a ficha da bateria direto com o vendedor antes de comprar.
Motor: 350 W brushless Bateria: 576 Wh de chumbo Carga máx.: 130 kg
Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.
É o produto mais completo em acessórios do ranking: já vem com retrovisores, buzina, farol, velocímetro, refletores laterais e lanterna de freio. Não por acaso, essa lista se parece muito com o que o Art. 4º exige. Suporta 130 kg, a maior carga daqui, e tem suspensão dianteira de garfo e traseira de mola.
O que derruba a nota é a bateria de chumbo. São 576 Wh nominais que, na prática, se comportam como uns 288 Wh, o que dá de 24 a 36 km. A própria ImportWay declara "até 25 km", número coerente com o chumbo e mais honesto que o de vários concorrentes daqui. Os freios são a tambor, de 110 mm na frente e 90 mm atrás, e não têm o poder de frenagem de um disco.
| Motor | 350 W brushless, controlador senoidal de 6 tubos |
|---|---|
| Bateria | 48 V · 12 Ah · 576 Wh de chumbo, removível. Recarga de 6 a 8 h |
| Autonomia | declarada até 25 km · realista 24 a 36 km, já descontando o chumbo |
| Velocidade | 32 km/h, em 3 modos |
| Freios | Tambor, 110 mm na frente e 90 mm atrás |
| Rodas | Pneu 14" × 2.5 tubeless |
| Suspensão | Garfo na dianteira, mola na traseira |
| Carga máxima | 130 kg, a maior do ranking |
| Vem com | Retrovisores, buzina, farol, velocímetro, refletores laterais, lanterna de freio |
Indicada para: ciclista mais pesado, em trajeto curto e plano, que quer o veículo pronto para circular sem comprar acessório à parte.
Motor: 800 W Bateria: 720 Wh de chumbo Aro: 24
Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.
Aqui a nossa recomendação é direta: não compre por este preço. E a razão é uma só, mas é decisiva.
Na faixa dos R$ 8.000, bateria de lítio é o padrão do mercado. A E-Maxx usa chumbo. Os 720 Wh da ficha soam ótimos até você lembrar que o chumbo entrega bem menos da metade do que carrega, dura muito menos ciclos e pesa desproporcionalmente. O próprio anúncio já entrega a conta: declara de 25 a 30 km de autonomia. Compare com a Oggi Streetgo S12, que tem a mesma bateria de 720 Wh, só que de lítio com célula Samsung ou LG, e custa R$ 1.900 a mais entregando o dobro de alcance, freio hidráulico Shimano e fabricação nacional.
O produto tem seus méritos de conveniência, com alarme com controle, seta, buzina e entrada USB, e existe um público real para ele em entrega urbana. Mas quem chega até aqui atrás de custo-benefício está diante da pior relação do ranking.
| Motor | 800 W, com acelerador ergonômico e pedal assistido |
|---|---|
| Bateria | 48 V · 15 Ah · 720 Wh de chumbo |
| Autonomia | declarada 25 a 30 km, número já coerente com o que o chumbo entrega |
| Velocidade | 32 km/h |
| Quadro | Aço carbono, aro 24, unissex |
| Freios | Não informado pelo fabricante na fonte consultada |
| Vem com | Alarme com controle, seta, buzina, entrada USB, paralama com refletor traseiro |
| Idade mínima | 18 anos, segundo o fabricante |
| Peso | Não informado pelo fabricante |
Indicada para: praticamente ninguém nesta faixa de preço. Quem quer 720 Wh encontra a mesma capacidade em lítio, com freio melhor, por pouco mais.
Oito critérios de peso igual, nota de 0 a 10, média simples. Lembrando que as notas valem dentro de cada lista, porque bicicleta e ciclomotor são categorias diferentes.
| Modelo | Motor | Bateria | Freios | Quadro | Transmissão | Conforto | Custo | Garantia | Média |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Oggi Big Wheel 8.2 | 9,5 | 8,5 | 9,5 | 9,5 | 9,0 | 7,0 | 6,5 | 9,0 | 8,6 |
| Atrio Miami Aro 26 | 6,5 | 5,0 | 4,0 | 6,0 | 6,0 | 7,5 | 7,5 | 4,0 | 5,8 |
| Biobike Urbana Aro 20 | 6,0 | 3,5 | 3,5 | 5,0 | 4,0 | 5,0 | 3,5 | 3,0 | 4,2 |
| Oggi Streetgo S12 | 8,0 | 8,5 | 9,0 | 7,0 | 7,0 | 5,5 | 7,0 | 8,5 | 7,6 |
| Caloi E-Vibe Rush | 6,5 | 3,0 | 8,5 | 8,5 | 6,5 | 8,5 | 4,5 | 9,0 | 6,9 |
| Engwe M1 | 7,5 | 8,5 | 8,0 | 8,0 | 6,0 | 4,5 | 6,5 | 5,0 | 6,8 |
| Honeywhale B20 | 6,0 | 6,0 | 7,0 | 5,5 | 5,0 | 7,0 | 8,0 | 5,5 | 6,3 |
| Engwe Dobrável 1000 W | 7,0 | 5,5 | 5,0 | 7,0 | 6,5 | 6,5 | 5,5 | 5,0 | 6,0 |
| Importway Way IWMV003BR | 6,0 | 4,0 | 3,5 | 5,5 | 4,5 | 6,5 | 5,5 | 6,0 | 5,2 |
| Duos E-Maxx 800 W | 6,5 | 3,0 | 4,5 | 4,5 | 5,0 | 5,5 | 2,5 | 6,0 | 4,7 |
Arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.
Motor central fica no movimento central e empurra a corrente, então ele aproveita as marchas: em subida, você reduz a marcha e o motor trabalha em rotação eficiente. Motor no cubo empurra a roda direto, é mais barato e mais simples, e sofre mais na ladeira. Neste ranking, só a Oggi Big Wheel 8.2 tem motor central, e é a principal razão da nota dela.
Sobre potência: o número que a norma mede é a nominal, não a de pico. Muito anúncio estampa a de pico, que é maior e mais bonita. E potência alta cobra o preço na autonomia, porque motor de 750 W ou 1000 W esvazia a bateria bem mais rápido que um de 250 W. A mesma lógica explica por que o acelerador rende menos quilômetros que o pedal assistido, mesmo com bateria maior.
Wh = V × Ah. Compare sempre por watt-hora, nunca por "36V" solto nem por "15Ah" solto. Depois divida por 12 para o piso e por 8 para o teto do que você vai andar de verdade. E se a ficha disser chumbo, corte pela metade antes de qualquer conta. Três modelos deste ranking usam chumbo, e dois deles custam mais de R$ 6.000.
A ordem é disco hidráulico, depois disco mecânico, depois V-brake, e por último tambor. Bike elétrica pesa mais e anda mais rápido que a comum, então freio é item de segurança, não de conforto. Quatro modelos daqui usam V-brake ou tambor.
De 18 kg a 42 kg é a variação deste ranking, e é uma diferença de duas categorias de vida. Se você mora em prédio sem elevador, precisa carregar a bike num degrau que seja, ou vai pôr no porta-malas, decida o peso primeiro e só depois discuta motor.
Quadro, motor e bateria costumam ter prazos diferentes, e o que interessa é o da bateria, que é a peça cara. Neste ranking os prazos vão de 4 meses a 12 meses na bateria, e essa diferença vale mais dinheiro que boa parte das outras especificações somadas.
A Oggi Big Wheel 8.2 é a melhor colocada do nosso ranking, com nota 8,6. Ela tem motor central Oggi T110 de 250 W e 110 Nm, bateria de 504 Wh com célula LG ou Samsung, freio hidráulico Shimano Deore e garantia de 12 meses no motor e na bateria. É também a única do ranking que combina ficha de bicicleta de verdade com enquadramento legal correto, e o preço acompanha: parte de R$ 17.490.
Porque os outros 7 têm acelerador ou funcionam sem pedalada. A alínea c do Art. 2º, inciso III da Resolução CONTRAN 996/2023 diz que a bicicleta elétrica não pode dispor de acelerador nem de qualquer dispositivo de variação manual de potência. Um produto com acelerador sai dessa definição mesmo que a potência e a velocidade estejam dentro do limite. Ele não vira ciclomotor automaticamente: pode cair na categoria de autopropelido, que também dispensa registro e placa, desde que respeite 70 cm de largura e 130 cm de distância entre eixos.
Entre as que são bicicleta pela norma, a Oggi Big Wheel 8.2, com 504 Wh, que rendem de 42 a 63 km em uso urbano. Considerando o ranking inteiro, a Engwe M1 tem a maior bateria, com 749 Wh, o que dá de 62 a 94 km. A conta é simples: multiplique a tensão pela capacidade para achar os watts-hora e divida por 12 e por 8.
Quase nunca. A bateria de chumbo entrega na prática cerca de metade dos watts-hora que carrega, pesa muito mais e dura bem menos ciclos que a de lítio. Três modelos deste ranking usam chumbo, e dois deles custam acima de R$ 6.000, faixa em que o lítio já é o padrão. Se a ficha disser chumbo, chumbo-ácido ou AGM, corte a autonomia esperada pela metade.
Na faixa de entrada a Atrio Miami Aro 26 é a melhor opção que ainda é bicicleta pela norma, com motor de 350 W, pedal assistido e 18 kg. O ponto fraco dela é sério: usa freio V-brake, que é pouco para uma bike elétrica, e a autonomia declarada de 90 km é impossível com a bateria que ela tem, de cerca de 281 Wh, que rendem de 23 a 35 km.
Se você quer uma bicicleta elétrica, no sentido legal da palavra, e tem orçamento: Oggi Big Wheel 8.2. Não tem concorrente próximo neste ranking. Motor central de 110 Nm, 504 Wh com célula de marca, freio Shimano Deore hidráulico e 12 meses de garantia no motor e na bateria. Você paga caro e leva a única do grupo que não exige nenhuma ressalva.
Se o orçamento é apertado e continuar sendo bicicleta importa: Atrio Miami Aro 26, sabendo que a autonomia real é de 23 a 35 km e não os 90 km do anúncio, e que o freio V-brake pede mais distância para parar, principalmente na chuva.
Se você quer potência e aceita não estar comprando uma bicicleta: Oggi Streetgo S12. É o produto mais bem resolvido da segunda lista, com 720 Wh de célula Samsung ou LG, freio hidráulico Shimano, fabricação nacional e um fabricante que declara autonomia em faixa honesta. Só entenda antes em que categoria ela cai, porque o fabricante não publica as duas medidas que decidem isso: está no review completo dela.
Se o orçamento é de até R$ 3.000: Honeywhale B20, e sem hesitar. Ela tira a maior nota de custo-benefício do ranking inteiro, com 8,0, porque entrega 281 Wh, freio a disco e quadro dobrável por um terço do preço médio daqui. É a escolha certa para trajeto curto e para quem precisa guardar a bike dentro de casa ou levar no porta-malas. Duas ressalvas honestas: ela também não é bicicleta pela norma, e o anúncio ensina a remover o limitador de velocidade, coisa que você não deve fazer.
Se o orçamento é de até R$ 7.000 e você quer marca com assistência perto de casa: Caloi E-Vibe Rush. Tem a melhor garantia de todo o ranking, com 5 anos de quadro e 2 anos de motor e bateria, e a maior rede autorizada do país. O preço dela é comprar tranquilidade de pós-venda, não autonomia: são 176,4 Wh, a menor bateria daqui.
E a que a gente não recomenda em nenhum cenário desta faixa de preço é a Duos E-Maxx: bateria de chumbo por R$ 7.999 não fecha em 2026, quando a mesma capacidade em lítio está a R$ 1.900 de distância.
Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.
Os quatro requisitos da Resolução CONTRAN 996/2023 e a regra do acelerador, que reclassificou sete dos dez modelos deste ranking.
Leitura de 9 minA conta de watt-hora por quilômetro, com tabela pronta das baterias mais comuns no mercado brasileiro.
Leitura de 8 minOs 8 critérios, o peso de cada um e o que faz um modelo perder ponto.
Leitura de 5 minO que a lei exige, quanta autonomia o seu trajeto pede e como ler a ficha técnica sem cair em anúncio.
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