Escolha Bike Escolha Bike A elétrica certa para o seu trajeto.

As 10 melhores bicicletas elétricas do Brasil em 2026

Redação Escolha Bike Atualizado em 16 min de leitura

Este conteúdo tem links de afiliado da Amazon e do Mercado Livre. Se você comprar por eles, podemos receber uma comissão, sem custo adicional para você. Isso nunca altera a ordem do ranking. Veja como avaliamos.

Pegamos os 10 produtos mais relevantes vendidos como bicicleta elétrica no Brasil, fomos atrás da ficha técnica de cada fabricante e calculamos a autonomia real de todos. No meio do caminho, apareceu uma descoberta que muda o artigo inteiro.

Só 3 dos 10 são bicicleta elétrica. Os outros 7 têm acelerador, e acelerador tira o produto da definição legal de bicicleta. Não é detalhe burocrático: muda se você precisa de placa, capacete e habilitação. Um deles é da Caloi, e quem diz que tem acelerador é a ficha oficial da própria Caloi.

Por isso o ranking está dividido em duas listas. Primeiro as que a lei trata como bicicleta, depois as que o anúncio chama de bicicleta e a norma não. Cada card diz em que grupo o produto está e o que isso significa para você. Se quiser entender a regra antes, leia o que a lei exige de uma bike elétrica hoje, e para a parte da bateria, como calcular a autonomia real.

Resposta rápida

Tem uma recomendação para cada orçamento. Clique na sua faixa e vá direto para o card completo, com ficha, prós e contras.

  1. Melhor no geral Oggi Big Wheel 8.2 Nota 8,6 · a partir de R$ 17.490. Motor central de 110 Nm, 504 Wh com célula de marca e freio Shimano Deore. A única sem nenhuma ressalva legal.
  2. Melhor até R$ 10.000 Oggi Streetgo S12 Nota 7,6 · a partir de R$ 9.900. A maior bateria útil daqui, com 720 Wh, freio hidráulico e o fabricante mais honesto na autonomia declarada.
  3. Melhor até R$ 7.000 Caloi E-Vibe Rush Nota 6,9 · a partir de R$ 6.990. A melhor garantia do ranking, com 5 anos de quadro, e a maior rede de assistência do país. Bateria pequena.
  4. Melhor até R$ 3.000 Honeywhale B20 Nota 6,3 · a partir de R$ 2.999. É a que entrega mais por real gasto no ranking inteiro, e é dobrável. Não remova o limitador de velocidade.

Se o que importa é continuar sendo bicicleta aos olhos da lei, só três das dez são, e a mais barata delas é a Atrio Miami Aro 26. As outras sete têm acelerador ou andam sem pedalada, e a segunda lista explica o que muda em cada uma.

Preços consultados em 14/08/2026 e sujeitos a alteração.

Índice do artigo
  1. Comparativo rápido
  2. Como escolhemos
  3. Antes de comprar: a lei, o trajeto e onde guardar
  4. As 3 que são bicicleta elétrica
  5. As 7 que a lei não trata como bicicleta
  6. Notas por critério
  7. Como escolher a sua
  8. Erros comuns na compra
  9. Perguntas frequentes
  10. Veredito

Comparativo rápido

Comparativo das 10 bicicletas elétricas do ranking, com bateria, autonomia real, peso e enquadramento legal
Modelo Nota Bateria Autonomia real Peso É bicicleta?
Oggi Big Wheel 8.2 8,6504 Wh42 a 63 km20,7 kgSim
Atrio Miami Aro 26 5,8281 Wh23 a 35 km18 kgSim
Biobike Urbana Aro 20 4,2432 Wh de chumbo18 a 27 km42 kgSim
Oggi Streetgo S12 7,6720 Wh20 a 60 km32 kgNão
Caloi E-Vibe Rush 6,9176 Wh15 a 22 km18,6 kgNão
Engwe M1 6,8749 Wh62 a 94 km39,5 kgNão
Honeywhale B20 6,3281 Wh23 a 35 km21,3 kgNão
Engwe Dobrável 1000 W 6,0Não informadoNão calculávelNão informadoNão
Importway Way IWMV003BR 5,2576 Wh de chumbo24 a 36 kmNão informadoNão
Duos E-Maxx 800 W 4,7720 Wh de chumbo25 a 30 kmNão informadoNão

Arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

Repare na coluna de autonomia. Nenhum destes números veio do anúncio: todos saíram da conta de watt-hora, e vários ficaram bem abaixo do que a caixa promete.

Como escolhemos

Cada modelo recebeu nota de 0 a 10 em oito critérios de peso igual: motor e desempenho, bateria e autonomia, freios e segurança, quadro e suspensão, transmissão e painel, conforto e uso diário, custo-benefício, e garantia e assistência. A nota final é a média simples. Os oito critérios estão publicados com o detalhe de cada um, para você conferir se concorda com a régua antes de confiar no ranking.

Toda ficha técnica veio da fonte do fabricante, não do anúncio. Isso importa porque anúncio de marketplace erra e exagera: quando o número do vendedor divergiu do número do fabricante, publicamos a divergência no card em vez de escolher o mais bonito. O enquadramento legal saiu do texto oficial da Resolução CONTRAN nº 996/2023, conferido no site do Ministério dos Transportes em 14 de agosto de 2026.

As duas listas não se comparam entre si Bicicleta e ciclomotor são categorias diferentes de veículo, com obrigações diferentes. Por isso as notas valem dentro de cada lista. Um 7,6 de ciclomotor não é "melhor" que um 5,8 de bicicleta: são coisas distintas, e a escolha entre elas é sua, feita com a informação na mão.

Antes de comprar: a lei, o trajeto e onde guardar

A lei, em quatro requisitos

Pela Resolução CONTRAN 996/2023, Art. 2º, inciso III, bicicleta elétrica é a que tem motor de até 1000 W, funciona só quando você pedala, não tem acelerador e vai no máximo a 32 km/h. Cumpriu os quatro, você sai andando sem registro, placa ou habilitação. Falhou em um, saiu da categoria de bicicleta, e aí o produto vai parar em uma de outras duas: autopropelido, que também dispensa placa, ou ciclomotor, que exige tudo. Quem decide entre as duas é o tamanho, e a conta está no guia das três categorias.

O requisito que mais reprova é o terceiro, e é o que ninguém publica. Aquele limite de 350 W e 25 km/h que você já viu em outro site é a regra anterior, revogada nesse ponto.

Este texto não é orientação jurídica É um resumo do texto oficial, escrito para ajudar na decisão de compra. A fiscalização local decide o caso concreto, e cada município regulamenta a circulação nas suas vias. Em caso de dúvida, procure o Detran do seu estado.

O seu trajeto, em watt-hora

Some a ida e a volta, acrescente 30% de margem e procure uma bike cujo piso da faixa realista cubra esse total. A conta é Wh = V × Ah, e depois divida por 12 para o piso e por 8 para o teto. Um trajeto de 12 km só de ida pede uma bateria a partir de 380 Wh. Isso já elimina metade deste ranking.

Onde você vai guardar

É o contra que ninguém escreve e todo mundo descobre depois. As bikes deste ranking vão de 18 kg a 42 kg. Se você mora em prédio sem elevador, ou precisa pôr a bike no porta-malas, esse número decide a compra sozinho, antes de qualquer conversa sobre motor.

As 3 que são bicicleta elétrica

Estas passam nos quatro requisitos. Você compra, monta e sai pedalando: sem registro, sem placa, sem habilitação, e com direito a circular em ciclovia.

As outras sete não são bicicleta pela norma, e isso não quer dizer que todas sejam ciclomotor: existe uma categoria do meio, o autopropelido, que também dispensa registro e placa. As três caixas estão lado a lado no guia bicicleta elétrica, autopropelido ou ciclomotor.

Bicicleta elétrica Oggi Big Wheel 8.2, mountain bike aro 29 com motor central e bateria integrada no tubo inferior
Melhor no geral

1. Oggi Big Wheel 8.2: a partir de R$ 17.490

8,6 / 10

Motor: central Oggi T110, 250 W, 110 Nm Bateria: 504 Wh Peso: 20,7 kg

Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.

É a única do ranking com ficha de bicicleta de verdade em todos os pontos, e é a única que não precisa de ressalva no enquadramento legal. O motor é central, e isso é a diferença técnica mais relevante do artigo: motor central fica no movimento central, empurra a corrente em vez da roda, e usa as marchas a seu favor na subida. Com 110 Nm de torque, ela sobe o que a maioria daqui não sobe. Os 250 W nominais ficam com folga dentro do limite legal, e quem entrega o desempenho é o torque, não o watt.

A bateria de 504 Wh usa célula LG ou Samsung, informação que quase nenhum concorrente publica e que separa bateria séria de bateria genérica. O resto do equipamento acompanha: freio hidráulico Shimano Deore M4100 com discos de 180 mm, suspensão Suntour XCR Air de 120 mm com trava remota, câmbio Shimano CUES de 10 velocidades com cassete 11-48D e pneus Kenda Booster SCT Kevlar 29 × 2.40. É uma mountain bike elétrica de verdade, não uma bike urbana com motor.

Ficha técnica

MotorOggi T110, central, 250 W, 110 Nm
Bateria36 V · 14 Ah · 504 Wh, célula LG ou Samsung
Autonomiarealista 42 a 63 km em uso urbano com assistência média
FreiosHidráulico Shimano Deore M4100, discos de 180 mm
SuspensãoSuntour XCR Air Tapered, 120 mm, com trava remota
TransmissãoShimano CUES U6000, 10 velocidades, cassete LG300 11-48D
RodasAro 29 Boost, cubos Shimano TC500, aros Alex Rims parede dupla, raios de inox, pneu Kenda Booster SCT Kevlar 29 × 2.40
PainelTFT de 1,14" com 5 níveis de assistência
Peso20,7 kg
Garantiaquadro 2 anos · motor e bateria 12 meses · Shimano e suspensão 12 meses · demais componentes 3 meses

Prós e contras

Prós

  • Motor central de 110 Nm, o único do ranking que usa as marchas na subida
  • Célula de bateria de marca (LG ou Samsung) declarada na ficha
  • Freio hidráulico Shimano Deore com disco de 180 mm, o melhor conjunto daqui
  • Garantia de 12 meses no motor e na bateria, e 2 anos no quadro
  • Dentro da norma com folga: 250 W, pedal assistido, sem acelerador

Contras

  • Custa mais que o dobro do segundo colocado, e quase seis vezes o mais barato
  • É mountain bike: não vem com paralama, bagageiro nem farol, que em bike urbana são de série
  • Os 20,7 kg são leves para uma elétrica e continuam pesados para subir escada de prédio
  • Não confundir com a Big Wheel 8.0, que é vendida com acelerador e por isso não é bicicleta pela norma

Indicada para: quem tem orçamento, encara ladeira ou terra no caminho e quer uma bike que ainda vai estar boa daqui a cinco anos.

Abrimos a ficha oficial da Oggi peça por peça no review completo da Oggi Big Wheel 8.2, onde está também a armadilha do nome: a 8.0 custa menos da metade e é vendida pela própria Oggi com acelerador.

Bicicleta elétrica Atrio Miami aro 26, quadro retrô rebaixado com bateria removível atrás do selim
A mais barata que é bicicleta

2. Atrio Miami Aro 26

5,8 / 10

Motor: 350 W no cubo Bateria: 281 Wh Peso: 18 kg

Não encontrada na Amazon na última consulta (14/08/2026). Lá existe só o quadro avulso da Atrio, não a bike montada.

Ocupa a faixa de entrada, que é onde a maioria das pessoas realmente compra, e faz o básico certo: pedal assistido de verdade, sem acelerador, 25 km/h, quadro rebaixado que facilita subir e descer, 18 kg e bateria removível com chave. Para trajeto curto e plano, ela resolve.

Mas tem duas coisas que precisam ser ditas com todas as letras. A primeira é o freio: V-brake em bicicleta elétrica é pouco. Bike elétrica é mais pesada e anda mais rápido que a comum, e freio de sapata em piso molhado perde muito. É o item que mais pesou contra na nota.

A segunda é a autonomia anunciada. O produto é vendido com promessa de 90 km. A bateria tem cerca de 281 Wh. Para fazer 90 km com 281 Wh, a bike precisaria gastar 3,1 Wh por quilômetro, menos da metade do piso do consumo urbano. Aquele número não acontece. A autonomia real dela é de 23 a 35 km, e é assim que você deve dimensionar a compra. Se quiser conferir a conta, ela está explicada aqui, passo a passo.

Ficha técnica

Motor350 W no cubo, pedal assistido, sem acelerador
Bateria36 V · 7,5 a 7,8 Ah · 270 a 281 Wh, removível com chave
Autonomiadeclarada 90 km · realista 23 a 35 km
Velocidade25 km/h
FreiosV-brake na frente e atrás
TransmissãoShimano 6 velocidades
QuadroAro 26, parede dupla, quadro rebaixado retrô
Peso18 kg
GarantiaNão informado pelo fabricante na fonte consultada

Prós e contras

Prós

  • A mais barata do ranking que ainda é bicicleta elétrica pela norma
  • 18 kg, das mais leves, e o quadro rebaixado ajuda quem tem pouca mobilidade
  • Bateria removível com chave, dá para carregar longe da bike
  • Pedal assistido sem acelerador, então não exige habilitação

Contras

  • Freio V-brake é pouco para uma elétrica, principalmente em piso molhado
  • A autonomia anunciada de 90 km é impossível com 281 Wh
  • 281 Wh cobrem só trajeto curto: de 23 a 35 km reais
  • Garantia não publicada na ficha, o que é ruim no critério de assistência
  • Existem duas versões com fichas diferentes: confira qual o anúncio abre

Indicada para: trajeto curto e plano, até cerca de 10 km só de ida, de quem quer gastar o mínimo e não abre mão de continuar sendo bicicleta aos olhos da lei.

Bicicleta elétrica Biobike Urbana aro 20, quadro de aço com cesto na frente, bagageiro e encosto traseiro
Mais equipada de série

3. Biobike Urbana Aro 20: a partir de R$ 6.199

4,2 / 10

Motor: 350 W Bateria: 432 Wh de chumbo Peso: 42 kg

Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.

Ela entra na lista porque é bicicleta pela norma: pedal assistido com limitador, sem acelerador, 25 km/h. E porque é a mais completa de série do ranking inteiro. Vem com cesto, bagageiro, encosto, paralama, farol e lanterna de LED, buzina, cavalete e trava de roda. Quem quer sair pedalando sem comprar mais nada encontra isso aqui e em nenhuma outra.

O problema é o resto da ficha, e ele é grande. A bateria é de chumbo: são 432 Wh no papel, mas chumbo não pode ser descarregado por completo sem encurtar muito a vida útil, então trate como se fossem uns 216 Wh úteis, o que dá de 18 a 27 km. Só a bateria pesa 14 kg, e a bike inteira chega a 42 kg, o dobro de uma elétrica comum. Os freios são a tambor, dianteiro e traseiro.

E há o item que mais pesa contra: a garantia é de 4 meses em motor, bateria e conversor. É a menor de todo o ranking, e justamente nas peças caras de trocar.

Ficha técnica

Motor350 W, pedal assistido (PAS) com limitador, sem acelerador
Bateria36 V · 12 Ah · 432 Wh de chumbo, removível. A bateria sozinha pesa 14 kg
Autonomiadeclarada até 35 km · realista 18 a 27 km, já descontando o que o chumbo não entrega
Velocidade25 km/h
FreiosTambor na frente e atrás
QuadroAço carbono, aro 20, pneu 2.125, suspensão dianteira e central
Peso42 kg com bateria · carga máxima 120 kg
Vem comCesto, bagageiro, encosto, paralama, farol e lanterna de LED, buzina, cavalete, trava de roda
Garantiaquadro e garfo 12 meses · motor, bateria e conversor 4 meses

Prós e contras

Prós

  • A mais equipada de série: cesto, bagageiro, encosto, paralama e iluminação inclusos
  • Pedal assistido com limitador, sem acelerador, então continua sendo bicicleta
  • Carregador bivolt automático e bateria removível
  • Quadro rebaixado e encosto: das mais confortáveis para uso curto na cidade

Contras

  • 42 kg com bateria. Não pense em subir escada nem pôr no porta-malas
  • Bateria de chumbo: entrega cerca de metade dos 432 Wh e dura bem menos ciclos
  • Freio a tambor na frente e atrás, o conjunto mais fraco do ranking
  • Garantia de apenas 4 meses em motor e bateria, a menor de todas
  • Preço de lítio para uma bike de chumbo com quadro de aço

Indicada para: quem faz trajeto curto e plano, guarda a bike no térreo e quer tudo pronto na entrega, sem comprar acessório nenhum depois.

As 7 que a lei não trata como bicicleta

Todas as sete abaixo têm acelerador, ou funcionam sem pedalada, ou são vendidas em outra categoria. Pela Resolução CONTRAN 996/2023 elas são ciclomotores, e isso significa registro, licenciamento, placa, capacete e habilitação, além de não poderem circular em ciclovia.

Elas continuam aqui, e não escondidas, por um motivo simples: são produtos bons, várias delas melhores que as três de cima em ficha pura, e podem ser exatamente o que você precisa. O que não pode é você comprar sem saber. Se o vendedor disser "não precisa de CNH" sobre qualquer uma destas, ele está errado.

A decisão entre um grupo e outro merece uma conversa própria, porque ela não é só legal: muda autonomia, onde você pode circular e quanto custa manter o veículo. Comparamos os dois sistemas critério por critério em acelerador ou pedal assistido.

Bicicleta elétrica Oggi Streetgo S12 aro 20, quadro urbano com bateria integrada e suspensão dianteira double crown
Melhor até R$ 10.000

4. Oggi Streetgo S12: a partir de R$ 9.900

7,6 / 10

Motor: 750 W, 80 Nm Bateria: 720 Wh Peso: 32 kg

Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.

A lei não trata isto como bicicleta A marca vende como autopropelido, que é a terceira categoria da Resolução 996/2023 (Art. 2º, II), e não como bicicleta elétrica. Autopropelido não exige registro nem placa (Art. 12) e pode ser autorizado em ciclovia e ciclofaixa (Art. 9º). O problema é outro: além de 1000 W e 32 km/h, a norma exige largura de até 70 cm e distância entre eixos de até 130 cm, e essas duas medidas o fabricante não publica. Sem elas ninguém consegue afirmar em qual categoria a bike cai. Detalhamos a conta no review da Streetgo S12.

Tirando o enquadramento, é um produto muito bem resolvido, e ganha a segunda lista com folga. São 720 Wh de bateria com célula Samsung ou LG, freio hidráulico Shimano MT200 com rotor de 180 mm, câmbio Shimano Tourney de 7 velocidades e suspensão dianteira Double Crown. Fabricada no Brasil, com 12 meses de seguro incluso.

Tem um detalhe que merece elogio, porque é raro: a Oggi declara a autonomia como uma faixa de 20 a 60 km, dependendo do peso do ciclista e do terreno, em vez de estampar um número redondo. É mais conservador até do que a nossa própria conta daria, e faz sentido, porque um motor de 750 W consome bem mais por quilômetro. Fabricante que declara faixa está dizendo a verdade.

Uma correção pequena, mas que vale registrar: o produto se chama "S12 750WH" e a bateria é de 720 Wh. O 750 é a potência do motor, não a energia da bateria.

Ficha técnica

Motor750 W no cubo traseiro, 80 Nm
Bateria48 V · 15 Ah · 720 Wh, célula Samsung ou LG. Recarga de 4 a 6 h
Autonomiao fabricante declara 20 a 60 km, conforme peso e terreno
Velocidade32 km/h
FreiosHidráulico Shimano MT200, rotor de 180 mm
SuspensãoDianteira Double Crown, 40 mm de curso
TransmissãoShimano Tourney, 7 velocidades
PainelCiclocomputador LCD com 5 níveis de assistência
Peso32 kg · altura recomendada de 1,65 m a 1,85 m
Garantia12 meses de seguro incluso. Rede Oggi no Brasil

Prós e contras

Prós

  • 720 Wh com célula Samsung ou LG, a segunda maior bateria do ranking
  • Freio hidráulico Shimano MT200 com rotor de 180 mm
  • O fabricante declara autonomia em faixa honesta, não em número redondo
  • Fabricada no Brasil, com 12 meses de seguro incluso e rede de assistência

Contras

  • Não é bicicleta pela norma: exige placa, registro, capacete e habilitação
  • Não pode circular em ciclovia, que é onde muita gente pretende usar
  • 32 kg, e o aro 20 deixa a pilotagem mais nervosa que a de uma aro 29
  • O nome anuncia 750 Wh e a bateria é de 720 Wh

Indicada para: quem já entendeu que vai andar de ciclomotor, tem ou vai tirar habilitação, e quer o melhor conjunto de bateria e freio da faixa dos R$ 10.000.

Bicicleta elétrica Caloi E-Vibe Rush, quadro urbano aro 700 de alumínio com cabeamento interno e iluminação integrada
Melhor garantia

5. Caloi E-Vibe Rush: a partir de R$ 6.990

6,9 / 10

Motor: Caloi C40, 250 W, 40 Nm Bateria: 176 Wh Peso: 18,6 kg

Não encontrada na Amazon na última consulta (14/08/2026).

A lei não trata isto como bicicleta Quem diz que ela tem acelerador é a ficha técnica oficial da Caloi, que descreve o motor como "Caloi C40 – 250W, 40N.m, com acelerador e sensor de cadência". Pela alínea "c" do Art. 2º, inciso III da Resolução 996/2023, acelerador tira o produto da definição de bicicleta elétrica, mesmo com a potência dentro do limite. O que ela passa a ser depende do tamanho, e a Caloi não publica largura nem distância entre eixos. Ver o review completo da E-Vibe Rush.

Esta é a surpresa do ranking. A Caloi é a marca de bicicleta mais conhecida do país, a E-Vibe Rush é feita em Manaus, e a construção dela é boa de verdade: quadro de alumínio hidroformado 6061 com cabeamento interno, freio hidráulico Logan M500, aros VZan de parede dupla, pneus Goodyear com faixa refletiva e iluminação LED integrada no cabeçote e no canote. Com 18,6 kg ela é das mais leves do ranking, e isso vale muito para quem mora em prédio. Cuidado com o "17,4 kg" que circula em anúncio: esse é o peso sem a bateria, conforme a própria Caloi.

O problema é a bateria. São 176,4 Wh, a menor de todo o ranking, num produto de quase R$ 7.000. Pela conta de watt-hora, isso dá de 15 a 22 km reais. A Caloi declara 25 km, um pouco acima do teto da nossa conta, e o peso baixo explica parte dessa diferença, porque bike leve consome menos. Mesmo assim, é pouca autonomia: quem faz mais de 10 km só de ida vai carregar todo dia. A saída existe e está prevista de fábrica, que é instalar uma segunda bateria e dobrar o alcance, mas isso é custo à parte.

Ficha técnica

MotorCaloi C40, cubo traseiro, 36 V, 250 W, 40 Nm, com acelerador e sensor de cadência
BateriaC176.4, 36 V · 4,9 Ah · 176,4 Wh, removível, com entrada USB-A. Aceita bateria extra
Autonomiadeclarada 25 km · realista 15 a 22 km
FreiosHidráulico Logan M500, rotores de 160 e 180 mm
QuadroAlumínio hidroformado 6061, tapered, gancheira removível, cabeamento interno
SuspensãoCaloi HeadShock, 25 mm de curso
TransmissãoShimano RD-TY300, 7 velocidades, cassete 14-34D
RodasAro 700 VZan, alumínio parede dupla, 36 furos, pneu Goodyear refletivo até 42 mm
Peso18,6 kg no tamanho M, sem pedais (17,4 kg sem a bateria) · carga máxima 100 kg
GarantiaQuadro e garfo 5 anos · motor, bateria e display 2 anos · pintura e demais componentes 90 dias. Rede Caloi, a maior do Brasil. Fabricada em Manaus/AM

Prós e contras

Prós

  • 18,6 kg, das mais leves do ranking, e das poucas que dá para subir escada sem drama
  • A melhor garantia daqui: 5 anos de quadro e 2 anos de motor, bateria e display
  • Rede de assistência Caloi, a maior do país, e fabricação nacional
  • Freio hidráulico Logan M500 e quadro de alumínio hidroformado
  • Iluminação LED integrada de série, e a bateria ainda carrega o celular pela USB-A

Contras

  • 176,4 Wh é a menor bateria do ranking, e rende só de 15 a 22 km reais
  • Tem acelerador pela ficha do próprio fabricante, então não é bicicleta elétrica pela norma
  • Carga máxima de 100 kg, a menor daqui, o que exclui parte dos ciclistas
  • Preço de bike de 500 Wh numa bike de 176 Wh
  • Dobrar a autonomia exige comprar a segunda bateria à parte

Indicada para: trajeto curto de quem mora em prédio sem elevador e valoriza peso baixo e assistência de marca acima de autonomia.

Bicicleta elétrica Engwe M1 estilo moped, com banco duplo alongado, pneus fat de 20 polegadas e suspensão dupla
Maior bateria

6. Engwe M1: a partir de R$ 9.890

6,8 / 10

Motor: 250 W, 65 Nm, sensor de torque Bateria: 749 Wh Peso: 39,5 kg

Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.

A lei não trata isto como bicicleta Formato moped com banco duplo para passageiro. Exige registro, placa, capacete para condutor e passageiro, e habilitação. Vale lembrar o Art. 2º, § 5º: transporte de passageiro só em dispositivo previsto pelo fabricante.

Tem a maior bateria do ranking: 749 Wh, que pela conta rendem de 62 a 94 km. O equipamento acompanha, com freio a disco hidráulico de 160 mm, suspensão dupla e pneus fat de 20 × 4.0, que engolem buraco de rua ruim sem reclamar. A versão europeia usa sensor de torque, que é bem mais agradável de pedalar que o sensor de cadência.

Agora a apuração que importa. O anúncio brasileiro vende "motor de 1000 W e autonomia de 170 km". Pela própria Engwe, os 170 km são da versão de bateria dupla, que soma 29 Ah. A versão de 15,6 Ah faz até 90 km segundo o fabricante, e de 62 a 94 km pela nossa conta. O anúncio juntou o motor de uma configuração com a autonomia de outra. Confirme com o vendedor quantas baterias vêm na caixa antes de fechar, porque é isso que decide se você leva 90 km ou 170 km.

Ficha técnica

Motor250 W com sensor de torque, 65 Nm (versão certificada EN15194)
Bateria48 V · 15,6 Ah · 749 Wh. Versão de bateria dupla soma 29 Ah
Autonomiafabricante declara até 90 km com bateria simples · realista 62 a 94 km
FreiosDisco hidráulico, rotor de 160 mm
SuspensãoDupla, dianteira e traseira
RodasPneu fat 20" × 4.0
Peso39,5 kg com bateria simples, 43 kg com dupla
GarantiaNão informado pelo fabricante para o mercado brasileiro

Prós e contras

Prós

  • 749 Wh, a maior bateria do ranking, com 62 a 94 km reais
  • Sensor de torque, bem mais natural de pedalar que o de cadência
  • Suspensão dupla e pneu fat 20 × 4.0, o melhor conjunto para rua ruim
  • Freio a disco hidráulico

Contras

  • Não é bicicleta pela norma: placa, registro, capacete e habilitação
  • 39,5 kg, e chega a 43 kg com a segunda bateria
  • O anúncio brasileiro mistura o motor de uma versão com a autonomia de outra
  • Garantia e rede de assistência no Brasil não informadas pela marca

Indicada para: quem roda muito por dia, aceita a obrigação de ciclomotor e precisa de autonomia acima de 60 km sem parar para carregar.

Bicicleta elétrica Honeywhale B20 dobrável, com rodas de 14 polegadas e quadro que dobra ao meio
Melhor custo-benefício

7. Honeywhale B20: a partir de R$ 2.999

6,3 / 10

Motor: 350 W nominal, 440 W de pico Bateria: 281 Wh Peso: 21,3 kg

Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.

A lei não trata isto como bicicleta O site oficial da marca no Brasil lista três modos, e um deles é "puramente elétrico", ou seja, anda sem você pedalar. Isso é acelerador para efeito da norma. Exige registro, placa, capacete e habilitação.

É a mais barata do ranking e a única que dobra de verdade, o que faz dela a escolha natural de quem combina bike com metrô ou guarda a bike dentro de casa. Com rodas de 14 polegadas e 21,3 kg, ela cabe no porta-malas de qualquer carro. Tem freio a disco duplo, proteção IP54 e aguenta 120 kg, o que é bastante para o tamanho.

Duas observações de ficha, e uma delas é a favor do produto. A primeira: o anúncio vende "440W", que é a potência de pico. A nominal, que é a que a norma mede, é de 350 W. Ou seja, o produto é mais legal do que o próprio anúncio sugere. A segunda: o material de venda menciona atingir 32 km/h "após remover o limitador de velocidade". Não faça isso. O limitador é o que mantém o produto dentro do que a norma permite, e removê-lo é retirar de você mesmo a única defesa que existe numa fiscalização.

A bateria de 281 Wh rende de 23 a 35 km, e a marca declara 35 km, o teto exato da conta. Trate 25 km como o número realista do seu dia a dia.

Ficha técnica

Motor350 W nominal, 440 W de pico
Bateria36 V · 7,8 Ah · 280,8 Wh de lítio. Recarga em até 6,5 h
Autonomiadeclarada 35 km · realista 23 a 35 km
Velocidade3 modos: 15, 20 e 25 km/h
FreiosDisco duplo, dianteiro e traseiro
QuadroDobrável, aro 14. Dobrada mede 124 × 40 × 78 cm
Peso21,3 kg · carga máxima 120 kg · proteção IP54
GarantiaNão informado pelo fabricante na fonte consultada. A marca tem loja própria no Brasil

Prós e contras

Prós

  • A mais barata do ranking, e com marca que tem loja própria no Brasil
  • Dobra de verdade e cabe no porta-malas ou embaixo da mesa
  • Freio a disco duplo, incomum nessa faixa de preço
  • Carga máxima de 120 kg e proteção IP54
  • A potência nominal de 350 W é menor do que o anúncio dá a entender

Contras

  • Tem modo puramente elétrico, então não é bicicleta elétrica pela norma
  • O material de venda ensina a remover o limitador de velocidade
  • 281 Wh cobrem só trajeto curto, de 23 a 35 km
  • Roda de 14 polegadas é desconfortável em rua esburacada e sem suspensão
  • Não tem marchas: em subida, você depende só do motor

Indicada para: quem faz o último trecho depois do metrô, mora em apartamento pequeno e precisa guardar a bike dentro de casa.

Bicicleta elétrica Engwe dobrável de 1000 W, com quadro de alumínio que dobra ao meio e pneus largos
Dobrável potente

8. Engwe Dobrável 1000 W: a partir de R$ 7.590

6,0 / 10

Motor: 1000 W Bateria: não informada Peso: não informado

Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.

A lei não trata isto como bicicleta O próprio anúncio descreve os modos assim: "modo 100% elétrico (acelerador)", modo assistido e modo manual. O primeiro modo é o que reclassifica o produto como ciclomotor, com registro, placa, capacete e habilitação.

A proposta é boa e rara: potência de 1000 W num quadro dobrável de alumínio, com marchas Shimano de verdade e três modos de condução. Para quem precisa de força e de guardar a bike num espaço pequeno, é uma combinação que quase não existe no mercado brasileiro.

O que impede uma nota melhor é a falta de informação. O anúncio promete 120 km de autonomia, mas não publica a tensão nem a capacidade da bateria, e sem esses dois números não dá para calcular os watts-hora nem verificar se os 120 km fecham. Também não informa o peso, que num dobrável de 1000 W é justamente o dado que decide se ele serve para você. Enquanto o fabricante não publicar a ficha, trate a autonomia anunciada como estimativa de marketing, não como especificação.

Ficha técnica

Motor1000 W, com modo 100% elétrico, assistido e manual
BateriaNão informado pelo fabricante. Sem tensão e capacidade não há como calcular os Wh
Autonomiadeclarada 120 km · não verificável sem a ficha da bateria
FreiosNão informado pelo fabricante na fonte consultada
QuadroDobrável, liga de alumínio
TransmissãoMarchas Shimano no modo manual
IluminaçãoFarol dianteiro de LED e luz de freio traseira
PesoNão informado pelo fabricante
GarantiaNão informado pelo fabricante para o mercado brasileiro

Prós e contras

Prós

  • 1000 W num quadro dobrável, combinação rara no Brasil
  • Tem marchas Shimano, ao contrário da maioria dos dobráveis
  • Três modos de condução, incluindo o manual sem gastar bateria
  • Farol e luz de freio de série

Contras

  • Modo 100% elétrico com acelerador: não é bicicleta elétrica pela norma
  • Não publica tensão nem capacidade da bateria, então os 120 km não são verificáveis
  • Não informa o peso, dado essencial num dobrável
  • Sem informação de freio nem de garantia no Brasil

Indicada para: quem precisa de potência e de dobrar a bike, e está disposto a confirmar a ficha da bateria direto com o vendedor antes de comprar.

Bicicleta scooter elétrica Importway IWMV003BR, com pneus largos de 14 polegadas, retrovisores e farol
Mais acessórios inclusos

9. Importway Way IWMV003BR: a partir de R$ 3.999

5,2 / 10

Motor: 350 W brushless Bateria: 576 Wh de chumbo Carga máx.: 130 kg

Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.

A lei não trata isto como bicicleta A ficha do próprio fabricante lista um modo de "condução elétrica, movida somente pela bateria", que é acelerador para efeito da norma. Repare que a ImportWay chama o produto de "Bicicleta Scooter Elétrica" no título oficial, enquanto o anúncio de marketplace promete "sem CNH". Quem está certo é a fabricante.

É o produto mais completo em acessórios do ranking: já vem com retrovisores, buzina, farol, velocímetro, refletores laterais e lanterna de freio. Não por acaso, essa lista se parece muito com o que o Art. 4º exige. Suporta 130 kg, a maior carga daqui, e tem suspensão dianteira de garfo e traseira de mola.

O que derruba a nota é a bateria de chumbo. São 576 Wh nominais que, na prática, se comportam como uns 288 Wh, o que dá de 24 a 36 km. A própria ImportWay declara "até 25 km", número coerente com o chumbo e mais honesto que o de vários concorrentes daqui. Os freios são a tambor, de 110 mm na frente e 90 mm atrás, e não têm o poder de frenagem de um disco.

Ficha técnica

Motor350 W brushless, controlador senoidal de 6 tubos
Bateria48 V · 12 Ah · 576 Wh de chumbo, removível. Recarga de 6 a 8 h
Autonomiadeclarada até 25 km · realista 24 a 36 km, já descontando o chumbo
Velocidade32 km/h, em 3 modos
FreiosTambor, 110 mm na frente e 90 mm atrás
RodasPneu 14" × 2.5 tubeless
SuspensãoGarfo na dianteira, mola na traseira
Carga máxima130 kg, a maior do ranking
Vem comRetrovisores, buzina, farol, velocímetro, refletores laterais, lanterna de freio

Prós e contras

Prós

  • Já vem com retrovisor, buzina, farol e velocímetro, itens que o Art. 4º exige
  • Suporta 130 kg, a maior carga máxima do ranking
  • Suspensão dianteira e traseira, incomum nessa faixa
  • A fabricante declara a autonomia de forma coerente com a bateria que usa

Contras

  • Tem modo elétrico puro: não é bicicleta elétrica pela norma, apesar do "sem CNH" do anúncio
  • Bateria de chumbo, que entrega cerca de metade dos 576 Wh
  • Freio a tambor, com frenagem bem inferior à de disco
  • Sem marchas, e roda de 14 polegadas é dura em rua ruim

Indicada para: ciclista mais pesado, em trajeto curto e plano, que quer o veículo pronto para circular sem comprar acessório à parte.

Bicicleta elétrica Duos E-Maxx 800 W, quadro de aço aro 24 com bateria sob o selim e paralamas
Não recomendada

10. Duos E-Maxx 800 W: a partir de R$ 7.999

4,7 / 10

Motor: 800 W Bateria: 720 Wh de chumbo Aro: 24

Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.

A lei não trata isto como bicicleta A descrição do produto lista "Acelerador Ergonômico" entre as características principais. Registro, placa, capacete e habilitação.

Aqui a nossa recomendação é direta: não compre por este preço. E a razão é uma só, mas é decisiva.

Na faixa dos R$ 8.000, bateria de lítio é o padrão do mercado. A E-Maxx usa chumbo. Os 720 Wh da ficha soam ótimos até você lembrar que o chumbo entrega bem menos da metade do que carrega, dura muito menos ciclos e pesa desproporcionalmente. O próprio anúncio já entrega a conta: declara de 25 a 30 km de autonomia. Compare com a Oggi Streetgo S12, que tem a mesma bateria de 720 Wh, só que de lítio com célula Samsung ou LG, e custa R$ 1.900 a mais entregando o dobro de alcance, freio hidráulico Shimano e fabricação nacional.

O produto tem seus méritos de conveniência, com alarme com controle, seta, buzina e entrada USB, e existe um público real para ele em entrega urbana. Mas quem chega até aqui atrás de custo-benefício está diante da pior relação do ranking.

Ficha técnica

Motor800 W, com acelerador ergonômico e pedal assistido
Bateria48 V · 15 Ah · 720 Wh de chumbo
Autonomiadeclarada 25 a 30 km, número já coerente com o que o chumbo entrega
Velocidade32 km/h
QuadroAço carbono, aro 24, unissex
FreiosNão informado pelo fabricante na fonte consultada
Vem comAlarme com controle, seta, buzina, entrada USB, paralama com refletor traseiro
Idade mínima18 anos, segundo o fabricante
PesoNão informado pelo fabricante

Prós e contras

Prós

  • Alarme com controle remoto e seta, itens raros nesta lista
  • Entrada USB para carregar o celular durante o trajeto
  • Marca com operação no Brasil e presença forte no público de entrega

Contras

  • Bateria de chumbo num produto de R$ 8.000, faixa em que lítio é o padrão
  • De 25 a 30 km de autonomia declarada, das menores do ranking
  • Tem acelerador: não é bicicleta elétrica pela norma, apesar de ser vendida como uma
  • Quadro de aço e aro 24, sem informação de freio nem de peso
  • Pior custo-benefício do ranking por uma margem larga

Indicada para: praticamente ninguém nesta faixa de preço. Quem quer 720 Wh encontra a mesma capacidade em lítio, com freio melhor, por pouco mais.

Notas por critério

Oito critérios de peso igual, nota de 0 a 10, média simples. Lembrando que as notas valem dentro de cada lista, porque bicicleta e ciclomotor são categorias diferentes.

Notas de cada modelo nos oito critérios de avaliação e a média final
Modelo Motor Bateria Freios Quadro Transmissão Conforto Custo Garantia Média
Oggi Big Wheel 8.29,58,59,59,59,07,06,59,08,6
Atrio Miami Aro 266,55,04,06,06,07,57,54,05,8
Biobike Urbana Aro 206,03,53,55,04,05,03,53,04,2
Oggi Streetgo S128,08,59,07,07,05,57,08,57,6
Caloi E-Vibe Rush6,53,08,58,56,58,54,59,06,9
Engwe M17,58,58,08,06,04,56,55,06,8
Honeywhale B206,06,07,05,55,07,08,05,56,3
Engwe Dobrável 1000 W7,05,55,07,06,56,55,55,06,0
Importway Way IWMV003BR6,04,03,55,54,56,55,56,05,2
Duos E-Maxx 800 W6,53,04,54,55,05,52,56,04,7

Arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

Como escolher a sua

Motor: central ou no cubo

Motor central fica no movimento central e empurra a corrente, então ele aproveita as marchas: em subida, você reduz a marcha e o motor trabalha em rotação eficiente. Motor no cubo empurra a roda direto, é mais barato e mais simples, e sofre mais na ladeira. Neste ranking, só a Oggi Big Wheel 8.2 tem motor central, e é a principal razão da nota dela.

Sobre potência: o número que a norma mede é a nominal, não a de pico. Muito anúncio estampa a de pico, que é maior e mais bonita. E potência alta cobra o preço na autonomia, porque motor de 750 W ou 1000 W esvazia a bateria bem mais rápido que um de 250 W. A mesma lógica explica por que o acelerador rende menos quilômetros que o pedal assistido, mesmo com bateria maior.

Bateria: só olhe o watt-hora

Wh = V × Ah. Compare sempre por watt-hora, nunca por "36V" solto nem por "15Ah" solto. Depois divida por 12 para o piso e por 8 para o teto do que você vai andar de verdade. E se a ficha disser chumbo, corte pela metade antes de qualquer conta. Três modelos deste ranking usam chumbo, e dois deles custam mais de R$ 6.000.

Freios: disco hidráulico primeiro

A ordem é disco hidráulico, depois disco mecânico, depois V-brake, e por último tambor. Bike elétrica pesa mais e anda mais rápido que a comum, então freio é item de segurança, não de conforto. Quatro modelos daqui usam V-brake ou tambor.

Peso: o critério que decide antes de todos

De 18 kg a 42 kg é a variação deste ranking, e é uma diferença de duas categorias de vida. Se você mora em prédio sem elevador, precisa carregar a bike num degrau que seja, ou vai pôr no porta-malas, decida o peso primeiro e só depois discuta motor.

Garantia: leia os prazos separados

Quadro, motor e bateria costumam ter prazos diferentes, e o que interessa é o da bateria, que é a peça cara. Neste ranking os prazos vão de 4 meses a 12 meses na bateria, e essa diferença vale mais dinheiro que boa parte das outras especificações somadas.

Erros comuns na compra

  1. Acreditar na autonomia do anúncio. Dois modelos deste ranking anunciam número que a própria bateria não permite. Faça a conta de watt-hora antes.
  2. Achar que "sem CNH" no título é garantia. Não é. Vários produtos com acelerador anunciam exatamente isso, e a lei diz o contrário.
  3. Comparar por volts ou por amperes-hora. Só o watt-hora compara.
  4. Ignorar a química da bateria. Chumbo e lítio com o mesmo Wh na ficha entregam coisas muito diferentes.
  5. Confundir potência de pico com nominal. A norma mede a nominal.
  6. Esquecer do peso. É o contra que todo mundo descobre depois.
  7. Não conferir o que vem na caixa. Bagageiro, retrovisor e farol às vezes aparecem na foto e são acessório à parte. E o retrovisor esquerdo é exigência do Art. 4º.
  8. Remover o limitador de velocidade. Um dos produtos daqui ensina isso no material de venda. É retirar de você a defesa numa fiscalização.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor bicicleta elétrica para comprar em 2026?

A Oggi Big Wheel 8.2 é a melhor colocada do nosso ranking, com nota 8,6. Ela tem motor central Oggi T110 de 250 W e 110 Nm, bateria de 504 Wh com célula LG ou Samsung, freio hidráulico Shimano Deore e garantia de 12 meses no motor e na bateria. É também a única do ranking que combina ficha de bicicleta de verdade com enquadramento legal correto, e o preço acompanha: parte de R$ 17.490.

Por que só 3 dos 10 modelos são considerados bicicleta elétrica?

Porque os outros 7 têm acelerador ou funcionam sem pedalada. A alínea c do Art. 2º, inciso III da Resolução CONTRAN 996/2023 diz que a bicicleta elétrica não pode dispor de acelerador nem de qualquer dispositivo de variação manual de potência. Um produto com acelerador sai dessa definição mesmo que a potência e a velocidade estejam dentro do limite. Ele não vira ciclomotor automaticamente: pode cair na categoria de autopropelido, que também dispensa registro e placa, desde que respeite 70 cm de largura e 130 cm de distância entre eixos.

Qual bicicleta elétrica tem a melhor autonomia real?

Entre as que são bicicleta pela norma, a Oggi Big Wheel 8.2, com 504 Wh, que rendem de 42 a 63 km em uso urbano. Considerando o ranking inteiro, a Engwe M1 tem a maior bateria, com 749 Wh, o que dá de 62 a 94 km. A conta é simples: multiplique a tensão pela capacidade para achar os watts-hora e divida por 12 e por 8.

Bicicleta elétrica com bateria de chumbo vale a pena?

Quase nunca. A bateria de chumbo entrega na prática cerca de metade dos watts-hora que carrega, pesa muito mais e dura bem menos ciclos que a de lítio. Três modelos deste ranking usam chumbo, e dois deles custam acima de R$ 6.000, faixa em que o lítio já é o padrão. Se a ficha disser chumbo, chumbo-ácido ou AGM, corte a autonomia esperada pela metade.

Qual é a melhor bicicleta elétrica barata?

Na faixa de entrada a Atrio Miami Aro 26 é a melhor opção que ainda é bicicleta pela norma, com motor de 350 W, pedal assistido e 18 kg. O ponto fraco dela é sério: usa freio V-brake, que é pouco para uma bike elétrica, e a autonomia declarada de 90 km é impossível com a bateria que ela tem, de cerca de 281 Wh, que rendem de 23 a 35 km.

Veredito: qual comprar no seu caso

Se você quer uma bicicleta elétrica, no sentido legal da palavra, e tem orçamento: Oggi Big Wheel 8.2. Não tem concorrente próximo neste ranking. Motor central de 110 Nm, 504 Wh com célula de marca, freio Shimano Deore hidráulico e 12 meses de garantia no motor e na bateria. Você paga caro e leva a única do grupo que não exige nenhuma ressalva.

Se o orçamento é apertado e continuar sendo bicicleta importa: Atrio Miami Aro 26, sabendo que a autonomia real é de 23 a 35 km e não os 90 km do anúncio, e que o freio V-brake pede mais distância para parar, principalmente na chuva.

Se você quer potência e aceita não estar comprando uma bicicleta: Oggi Streetgo S12. É o produto mais bem resolvido da segunda lista, com 720 Wh de célula Samsung ou LG, freio hidráulico Shimano, fabricação nacional e um fabricante que declara autonomia em faixa honesta. Só entenda antes em que categoria ela cai, porque o fabricante não publica as duas medidas que decidem isso: está no review completo dela.

Se o orçamento é de até R$ 3.000: Honeywhale B20, e sem hesitar. Ela tira a maior nota de custo-benefício do ranking inteiro, com 8,0, porque entrega 281 Wh, freio a disco e quadro dobrável por um terço do preço médio daqui. É a escolha certa para trajeto curto e para quem precisa guardar a bike dentro de casa ou levar no porta-malas. Duas ressalvas honestas: ela também não é bicicleta pela norma, e o anúncio ensina a remover o limitador de velocidade, coisa que você não deve fazer.

Se o orçamento é de até R$ 7.000 e você quer marca com assistência perto de casa: Caloi E-Vibe Rush. Tem a melhor garantia de todo o ranking, com 5 anos de quadro e 2 anos de motor e bateria, e a maior rede autorizada do país. O preço dela é comprar tranquilidade de pós-venda, não autonomia: são 176,4 Wh, a menor bateria daqui.

E a que a gente não recomenda em nenhum cenário desta faixa de preço é a Duos E-Maxx: bateria de chumbo por R$ 7.999 não fecha em 2026, quando a mesma capacidade em lítio está a R$ 1.900 de distância.

Preço consultado em 14/08/2026 e sujeito a alteração.

Continue lendo

Guia

Bicicleta elétrica precisa de CNH?

Os quatro requisitos da Resolução CONTRAN 996/2023 e a regra do acelerador, que reclassificou sete dos dez modelos deste ranking.

Leitura de 9 min
Guia

Quanta autonomia você precisa

A conta de watt-hora por quilômetro, com tabela pronta das baterias mais comuns no mercado brasileiro.

Leitura de 8 min
Guias

Todos os guias de compra

O que a lei exige, quanta autonomia o seu trajeto pede e como ler a ficha técnica sem cair em anúncio.

Hub da seção